A Amazônia pode ter um aumento de até 6ºC até 2100, enquanto para o mundo a previsão mais pessimista é a de que as temperaturas mínimas aumentem até 5ºC. Esse é um dos resultados da simulação feita pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) José Marengo, divulgada ontem, durante o 1º Simpósio Brasileiro sobre Mudanças Ambientais Globais, que termina nesta segunda-feira, em um hotel da zona sul do Rio.Marengo adaptou ao clima e às regiões brasileiras as conclusões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou no mês passado uma previsão de aumento de temperatura global entre 1,8ºC e 5ºC.As regiões Norte e Nordeste, assim como outras regiões tropicais no mundo, sofrerão mais impacto do que as outras. A temperatura, numa simulação feita com o cenário mais pessimista, pode aumentar entre 5ºC e 6ºC. No Norte, o pesquisador aponta como possíveis conseqüências desse aquecimento a destruição da biodiversidade, a transformação da floresta em Cerrado, uma queda brusca nos níveis dos rios, afetando o transporte da população ribeirinha e o aumento das áreas de queimadas por causa da seca.No primeiro dia do simpósio os painéis foram sobre as variações de clima e seu impacto no Brasil e as conseqüências do aquecimento global para a biodiversidade. Nesta segunda, as discussões tratarão das dimensões humanas do aquecimento global.
Fonte: Agência Estado
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quarta-feira, 14 de março de 2007
Temperatura na Amazônia pode aumentar até 6º
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